Lisboa |
Solenidade de Pentecostes
“Quem vive inundado do Espírito Santo realiza e constrói uma vida para os outros”
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O Patriarca de Lisboa presidiu à Missa na Solenidade de Pentecostes, na Sé. Uma celebração onde foram crismados 132 jovens universitários e onde duas raparigas foram também batizadas.

Na manhã deste Domingo, dia 19 de maio, D. Rui Valério começou por explicar “o que foi o Pentecostes”. “Um acontecimento em que o Divino Espírito Santo desce do céu e eis que pousa sobre cada um daqueles que estava reunido no cenáculo. Uma experiência extraordinária. Pela primeira vez, aqueles homens e quem recebeu o Espírito Santo sentiu dentro do coração o pulsar de uma nova força. Essa nova força que pulsava no coração era o próprio amor de Deus. E foi a força desse amor de Deus que agora vivido por pessoas humanas que suscitou aquela coragem e eles saíram do cenáculo onde estavam escondidos. Foi esse amor que lhes deu aquela sabedoria de falarem uma linguagem não só audível, mas compreensível a todo o ser humano, a toda a humanidade. E foi ainda esse amor que de forma definitiva e irrevogável estabeleceu uma aliança existencial entre a pessoa humana e Jesus Cristo”, sublinhou.

A celebração na Sé Patriarcal foi concelebrada pelo Patriarca Emérito de Lisboa, Cardeal D. Manuel Clemente, e pelo Bispo Auxiliar de Lisboa, D. Joaquim Mendes, além de diversos sacerdotes, em particular ligados à pastoral universitária.

Na sua homilia, o Patriarca de Lisboa refletiu depois sobre “o que é hoje o Pentecostes”. “É um acontecimento vivido por cada um de nós, é um acontecimento em que recebemos nós próprios essa mesma força, esse mesmo Espírito, em que nós próprios acolhemos, porque nos é dado, o próprio amor de Deus. É um momento de transformação para ti que hoje recebes o batismo ou então vens confirmado ou confirmada. O teu coração, hoje, deixa de ser apenas a sede de sentimentos ou uma espécie de caixa de ressonância de emoções. O teu coração transforma-se num novo cenáculo, num lugar onde habita o Espírito de Cristo ressuscitado, ou seja, o próprio amor de Deus. O crismado deixa de amar apenas pela força da sua condição humana e passa a amar com a força, com os padrões, com os paradigmas de um novo amor, o próprio amor de Deus. Extraordinário!”, considerou.

Como “consequências” para a vida dos crismandos que iriam receber o Santo Crisma, D. Rui Valério apontou três. Desde logo, “esse mesmo Espírito, esse mesmo amor vai-te dar uma nova compreensão da tua vida, da tua existência”. “A minha vida, a vida de qualquer pessoa à face da Terra só tem sentido se é uma vida com Cristo, por Cristo e em Cristo”, garantiu, apontando como “segunda consequência” o ser “uma ponte, um enviado, uma pessoa de saída” que “não vive só em função do eu”. “Quem vive inundado do Espírito Santo realiza e constrói uma vida para os outros, no serviço, na dedicação e na entrega”, reforçou.

Por fim, terminou o Patriarca de Lisboa, o “amor de Deus em ti, vai-te tornar como que uma sinfonia de fraternidade, uma sinfonia de harmonia com todas e todos aqueles que tu encontrarás”. “Ama e descobrirás que te tornaste num poliglota, porque a linguagem do amor é aquela linguagem que nos habilita a uma cidadania universal. Um gesto de amor, uma ação de amor, uma palavra de amor é compreendido por quem quer que seja independentemente da sua identidade linguística, cultural ou até étnica. Torna-te verdadeiramente quem está empapado, quem está inundado do Espírito e a tua vida será um poema de amor na construção do reino de Cristo ressuscitado”, concluiu D. Rui Valério a homilia de Pentecostes.

 

Solenidade de Pentecostes 2024

texto por Diogo Paiva Brandão; fotos por Patriarcado de Lisboa
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