Lisboa |
Dia de São Jorge 2024, em Oeiras
Patriarca aponta “a paz, a oração, a fé, a amizade e a esperança” para vencer o ‘dragão’ da vida
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O Patriarca de Lisboa encontrou-se com seis mil escuteiros durante o Dia de São Jorge, que decorreu no Domingo do Bom Pastor, dia 21 de abril, em Oeiras, e garantiu que “só Jesus” é “o verdadeiro e grande vencedor” do dragão, ou seja, de “tudo aquilo que o ser humano realiza de mau” na vida.

Na Estação Agronómica de Oeiras, o São Jorge 2024 teve como tema ‘Quem matou o dragão?’, proposto do Núcleo da Barra. Na Missa conclusiva da festa que celebra o patrono do escutismo, D. Rui Valério utilizou a simbologia do dragão, começando por chamar ao altar palco seis lobitos. Os mais rápidos a correr, oito, formaram então, em conjunto, um dragão, a pedido do Patriarca. Um foi a cabeça, outros o corpo e o último a cauda. Depois, iniciou um diálogo com os lobitos que formavam o dragão e os restantes escuteiros presentes.

“Há um ‘animal’ que, quando o encontramos, temos de o vencer. Sabem de que animal eu estou a falar? Do dragão. E o dragão é mau, é ou não é? O que é que o dragão tem de mal? A maldade do dragão consiste em quê? Por exemplo, a inveja, é bem ou mal? Mal! E o dragão é inveja. O dragão, além da inveja, é violento. A violência é má. A indiferença, é bem ou mal? Ser indiferente, não se interessar pelos outros? É mal, é dragão. O egoísmo, é bem ou mal? Mal… Aqui, neste dragão está tudo mal. Lembram-se de mais? A violência, agredir, é bem ou mal? É mal. Pecar, é bem ou mal? É mal. Toda a gente percebeu de que ‘dragão’ estamos a falar?”, questionou D. Rui Valério.

 

Como reagir?

Cativada a atenção dos mais novos, o Patriarca de Lisboa perguntou depois: “À violência, à mentira, à indiferença, ao pecado, a tudo o que é mal, nós, como é que vamos reagir? Vamos combater isso ou vamos deixar que o ‘dragão’ nos domine, que tome conta da nossa relação com os outros, que domine o nosso pensamento… o que vamos fazer a este dragão? Nós vamos lutar contra este ‘dragão’, para o vencer”.

Neste sentido, D. Rui Valério alertou que “o ‘dragão’ é um animal feroz que faz parte da nossa vida”. E explicou onde se encontra. “Às vezes, está no nosso pensamento, quando nós pensamos mal. Outras, está aqui na nossa linguazinha, quando nós mentimos ou dizemos mal dos outros ou criticamos injustamente. E às vezes pode estar nas nossas mãos, quando começamos a ser violentos, a empurrar, a dar encontrões. Toda a gente percebeu de que ‘dragão’ falamos?”, questionou novamente.

 

Como vencer?

Aos escuteiros, o Patriarca de Lisboa assegurou que “nós, sozinhos, não somos capazes de combater e vencer este dragão”. “Quem é o grande vencedor do dragão? Começa por ser Aquele que venceu a morte! Aquele que ressuscitou. Quem é o grande vencedor do dragão? É o nosso amigo Jesus! É Jesus Cristo. Ele é que estando na vida de São Jorge permitiu que São Jorge vencesse o dragão. Quem é que hoje tem que vencer este dragão? Somos nós, com Jesus. Somos nós, com Ele!”, observou.

“O dragão é tudo aquilo que o ser humano realiza de mau, tudo aquilo que agride o ser humano, tudo aquilo que é contra a nossa vida, contra a nossa dignidade. O verdadeiro e grande vencedor deste dragão é só Jesus. E Jesus com São Jorge, Jesus com São Francisco, Jesus com Santo António, e hoje Jesus contigo e tu com Ele”, acrescentou.

D. Rui Valério terminou a homilia apontando “as armas para vencer este dragão”. “A paz, a oração, a fé, a amizade e a esperança. Estas são as nossas armas! Onde é que estas armas estão colocadas, onde é que elas existem? No nosso coração!”, apontou, pedindo “uma salva de palmas aos nossos lobitos pela coragem”.

A concluir, o Patriarca de Lisboa recordou que a celebração decorria no Domingo do Bom Pastor: “Sabem que os pastores têm na sua mão um cajado para proteger o seu rebanho. É assim que Jesus funciona também connosco. A nós é sobretudo para proteger daquele ‘dragão’ que aqui evocámos. Vamos agradecer-Lhe e vamos dizer que Ele pode contar também com a nossa ajuda, com a ajuda do CNE, com a ajuda de todos os escuteiros do mundo, mas particularmente com a ajuda dos escuteiros da Região de Lisboa”.

Promovido pela Região de Lisboa do Corpo Nacional de Escutas (CNE), o São Jorge 2024 contou com a parceria da Câmara Municipal de Oeiras.

 

Tomada de posse de nova Junta Regional de Lisboa

No final da Missa no Dia de São Jorge 2024, que contou com a presença do chefe nacional do CNE, Ivo Faria, teve lugar a tomada de posse de nova Junta Regional de Lisboa. João Esteves, chefe regional cessante, mostrou a sua felicidade por “estar assegurada a gestão da maior Região do CNE”. “Continuaremos a trabalhar todos em conjunto em prol das crianças jovens e adultos da Região de Lisboa”, garantiu.

Carlos Pacheco, o novo chefe regional de Lisboa, dirigiu-se de forma particular a todos os escuteiros. “Caros lobitos, exploradores e moços, pioneiros e marinheiros, caminheiros e companheiros e animadores, deixem que estas primeiras palavras sejam para vocês. Cada um de vós que é semente de cada um dos 136 agrupamentos da Região de Lisboa que, dia após dia, dá frutos em prol do escutismo, cada um de vós é capaz de dar sentido ao caminho de construção de um mundo melhor, mais fraterno e mais justo, em prol de uma sociedade mais solidária, mais disponível para os outros”, referiu o responsável.

 

CNE: Dia de São Jorge 2024

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