Lisboa |
Patriarca de Lisboa celebrou o Dia Mundial do Doente no Hospital Pulido Valente
“Reconhecer no irmão doente o rosto e a Pessoa do próprio Cristo”
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O Patriarca de Lisboa celebrou Missa no Hospital Pulido Valente, no âmbito do Dia Mundial do Doente, deixando a uma palavra de agradecimento a toda a comunidade hospitalar. Na manhã deste Domingo, 11 de fevereiro, D. Rui Valério convidou ainda a “reconhecer” Jesus nos doentes.

 

“Em circunstância alguma nós devemos hesitar de olhar para o outro, para o outro como um tu, como um ser humano, como um irmão. Aliás, na força da nossa fé, até somos desafiados a ir mais longe, a reconhecer naquele irmão doente o rosto e a Pessoa do próprio Cristo. «Porque Eu estava doente e tu fostes-Me visitar», diz Jesus, em Mateus 25”, apontou o Patriarca, na homilia da celebração na capela deste hospital da cidade.

Referindo que “a condição humana da doença” é das que “mais interrogações suscita” e que “mais dúvidas provoca”, D. Rui Valério lembrou que “a Palavra de Deus quer responder à pergunta ‘que fazer, como reagir face à irmã e ao irmão doente’”. Neste sentido, destacou “a reação que Jesus tem” perante a aproximação “de um irmão doente, um leproso”. “Jesus não teve uma reação na defensiva, mas da cura. Há aqui um propósito ao qual todos nós somos chamados. A doença é para curar. O nosso irmão doente é para ser aproximado, é para se tornar o nosso próximo, aquele próximo a quem nós somos convidados e chamados a servir e a estar”, sublinhou.

Numa assembleia repleta de fiéis, pacientes, profissionais de saúde e voluntários, estiveram também presentes na celebração o presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) - Santa Maria, Carlos das Neves Martins, a enfermeira diretora da ULS, Carla Martins Ribeiro, a Liga dos Amigos do Hospital Pulido Valente, a Irmandade de São Roque, a Associação dos Farmacêuticos Católicos, entre outras instituições.

 

“Visitar e auxiliar quem necessita”

O Patriarca de Lisboa destacou ainda a “mensagem muito bela” do Papa Francisco para o 32.º Dia Mundial do Doente: “O título é uma citação da Bíblia, «Não é bom que o homem esteja só», que evoca a palavra do Génesis, exatamente para nos sugerir, para nos propor, que a cura de tantas doenças, de tantas ‘lepras’ que nos atormentam e atrofiam o coração, a cura, muitas vezes, passa por esta comunhão com o outro, por esta relação. Quantos ‘fantasmas’ é que não são dissipados e vencidos com uma simples conversa entre duas pessoas? Com uma visita ao outro? Por isso, a mensagem que o Papa Francisco nos sugeria para este dia, envolvendo-nos precisamente e participando nesta ação de Jesus curativa, medicinal, terapêutica – um bem-haja à comunidade dos médicos, dos enfermeiros, dos auxiliares, dos voluntários, dos capelães, de todos aqueles que contribuem para o desenvolvimento terapêutico e curativo dos doentes –, pois bem, o que o Papa Francisco nos sugere é que usemos do nosso coração, uma vez mais, da nossa compaixão, da nossa disponibilidade”.

Na primeira vez que celebrou o Dia Mundial do Doente enquanto Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério terminou a homilia convidando a “visitar e auxiliar quem necessita”. “Levemos para a nossa vida esta mensagem: a tua palavra pode ser curativa. Por favor, não hesites em transmitir e comunicá-la com os outros. O teu toque de proximidade e de aproximação pode ser curativo. O teu olhar pode ser terapêutico e ter grande força de transformação. Então, não o desvies no cruzamento com o outro, sobretudo quando esse outro é alguém que sofre. Neste dia 11 de fevereiro, em que estamos a assinalar o aniversário da aparição de Nossa Senhora em Lourdes, a Santa Bernardette, acolhamos aquele estilo tão de Nossa Senhora, tão de Maria, que é de visitar e de auxiliar quem necessita”, concluiu.

A celebração no Hospital Pulido Valente foi promovida pela Pastoral da Saúde do Patriarcado de Lisboa e ficou ainda marcada pela administração do sacramento da Unção dos Doentes. “A celebração eucarística do Dia Mundial do Doente não proporcionou apenas um momento de oração e reflexão, mas também serviu como um lembrete inspirador do poder da fé e da compaixão para enfrentar os desafios da doença e da adversidade, como ensina o Papa Francisco”, assinala o Setor da Pastoral da Saúde da diocese, num comunicado.

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