Lisboa |
Peregrinação Diocesana a Fátima
“Obrigado, ó Mãe! A nossa gratidão é força de anúncio e conversão”
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O Patriarca de Lisboa presidiu à Peregrinação Diocesana a Fátima, na tarde de dia 10 de dezembro, para agradecer a Nossa Senhora a realização da Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023 e para rezar pela Paz no mundo. “Obrigado, ó Mãe! E que o nosso agradecimento chegue até Roma, ao coração do Papa Francisco, jovem com os jovens”, desejou D. Rui Valério.

 

“A nossa presença, neste lugar da Cova da Iria, enche-nos de alegria e de emoção. Nesta hora solene, elevamos com Maria o cântico de louvor «a minha alma glorifica o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu salvador», porque olhou para a humildade da Igreja de Lisboa e a colmou de bênçãos infinitas; particularmente, a graça de ter sido o porto de abrigo, seguro e belo para onde rumou a juventude do mundo inteiro a fim de celebrar a Jornada Mundial da Juventude. Obrigado, ó Mãe! E que o nosso agradecimento chegue até Roma, ao coração do Papa Francisco, jovem com os jovens, que nos deu a frescura do anúncio, a sabedoria de vida e a coerência do testemunho”. Foi com estas palavras que o Patriarca de Lisboa iniciou a sua homilia na Eucaristia da Peregrinação Diocesana a Fátima.

Na Basílica da Santíssima Trindade, marcaram presença nesta celebração de agradecimento o Patriarca Emérito de Lisboa, D. Manuel Clemente, o Bispo Auxiliar de Lisboa, D. Joaquim Mendes, e muitos padres, diáconos permanentes, religiosos e leigos da diocese, entre jovens, menos jovens e famílias, com as suas crianças. Os 8633 lugares sentados deste templo em Fátima ficaram compostos em cerca de 80%, o que faz prever uma participação de cerca de sete mil pessoas na peregrinação que teve lugar no Domingo II do Advento. “Estamos gratos, também, porque a Palavra, que Deus nos dirige neste segundo Domingo do Advento, convoca-nos para a esperança; desafia-nos a tornar Deus acessível a todos; desperta-nos para a renovação de uma vida de comunhão, projetos que foram maravilhosamente atualizados na mensagem que Nossa Senhora nos deixou aqui mesmo”, salientou D. Rui Valério.

 

Esperança

Sobre a “esperança”, a que os cristãos são “chamados”, o Patriarca deixou um convite à confiança. “Deste santuário de Fátima, eleva-se um grito de alento e de esperança que é também a certeza de que o Senhor, Rei da Paz e da concórdia, se torne próximo das mulheres e dos homens, das crianças e dos idosos, dos jovens, dos doentes e dos pobres, que são vítimas inocentes de guerras indignas e injustas. E este grito é uma certeza de que o Senhor está convosco! E também, a solidariedade e a oração, o apoio e a amizade de todos nós. A vossa libertação está próxima. Confiai, sempre!”, exortou, lembrando que “esta esperança que hoje anunciamos não se funda em utopias, nem em devaneios, mas assenta em factos e acontecimentos reais”. “Nada existe de mais real e concreto do que o amor de Cristo. Por isso, hoje, cada um de nós é constituído Profeta a fim anunciar aos angustiados de todos os conflitos, aos sem teto, aos sem trabalho, aos que são vítimas de desprezo e marginalização… que essa sua dramática condição de injustiça e pobreza vai mudar, e que Deus é o protagonista dessa transformação”, frisou.

D. Rui Valério apelou, depois, a um “compromisso sério” e “empenho” com a esperança. “Caros irmãos, caros amigos, a esperança procura novos horizontes, mas é necessário um compromisso sério com a realidade que vos rodeia, com os outros que vivem convosco: na família, na escola, no trabalho, nos tempos livres, na vossa comunidade cristã, nos que estão na outra margem da rua. A esperança, essa espera ativa, conta com o empenho de cada um de vós. É isto que o Senhor quer hoje: animar o seu Povo e, por seu intermédio, a humanidade inteira, para anunciar a salvação”, garantiu.

 

Deus acessível

O Patriarca de Lisboa sublinhou ainda a importância da “disponibilidade” para a “transformação”. “Para que a sua presença encontre, no nosso coração, morada adequada, impõe-se uma condição inevitável: a nossa disponibilidade para a própria transformação. Só estaremos aptos a transformar o mundo se permitirmos que Deus, através do seu Espírito, nos transforme”, observou. “Deixemos, portanto, que Ele nos resgate ao pessimismo e à desilusão e nos conduza à terra prometida da esperança e da alegria. Deus conta com a nossa transformação para renovar o mundo, para o libertar do mal e de todas as formas de pecado e discriminação”, acrescentou, desafiando ainda os cristãos a “tornar Deus acessível a todos”. “Alteai vales e abatei montes, ou seja, tornai Deus acessível aos seres humanos que erram pelo mundo”, pediu D. Rui Valério, reforçando que “o caminho fundamental para chegar ao Pai é o próprio Cristo”. “Só com Cristo é possível percorrer as estradas da vida na tranquila confiança em Deus”, terminou o Patriarca de Lisboa.

 

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“Na força da comunhão, queremos evocar, neste grave momento da história, todos os que vivem sob o tormento da guerra. Um país em guerra é um país adiado. Os seus habitantes veem as suas vidas proteladas e suspensas e os seus projetos fracassados por impossibilidade de se concretizarem. Imploramos, por isso, a paz para a Ucrânia, para a Palestina, para o Médio Oriente, para a República Centro-Africana, para o Mali e para todas as geografias territoriais ou humanas que vivem sob os horrores do conflito e da violência.”

D. Rui Valério, Patriarca de Lisboa

 

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“Por quem participou, colaborou e viveu a Jornada Mundial da Juventude”

A Peregrinação Diocesana a Fátima teve início com a recitação do Terço, na Capelinha das Aparições. Foram rezados os mistérios gloriosos e, no quinto e último mistério, foi o Patriarca de Lisboa quem fez a invocação. “Em honra da santidade e pureza da Virgem Santíssima, pelas intenções do Santo Padre, pelo Patriarcado de Lisboa, nomeadamente por quem participou, colaborou e viveu a Jornada Mundial da Juventude”, rezou D. Rui Valério.

A recitação do Terço terminou com o Patriarca de Lisboa a abençoar os objetos religiosos levados pelos fiéis.

 

Peregrinação Diocesana a Fátima

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