Lisboa |
Audiência no Vaticano com delegação da Fundação JMJ Lisboa 2023
Papa agradeceu pelo encontro de Lisboa
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O Papa recebeu, a 30 de novembro, no Vaticano, uma delegação da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023, a quem agradeceu pelos esforços que permitiram fazer deste encontro “um núcleo de evangelização forte, de alegria e de expressão juvenil”.

 

“Trouxe do encontro de Lisboa uma emoção muito grande e lembro, também, as pessoas simples”, disse Francisco, falando de forma espontânea com os participantes. A audiência contou com a presença de centenas de pessoas, entre voluntários, parceiros empresariais e responsáveis da Igreja e das entidades públicas envolvidas na organização da JMJ 223.

O Papa disse ter ainda, consigo, o rosário que lhe foi oferecido por uma senhora de 106 anos, Maria da Conceição Brito Mendonça, nascida no dia das Aparições de Fátima, a 13 de maio de 1917, e recordou o encontro com Edna Rodrigues, jovem com uma doença terminal que “tinha oferecido à vida pelas jornadas, pensando que ia morrer antes”.

Francisco evocou ainda os filhos de uma peregrina que francesa que faleceu durante a sua estadia na capital portuguesa. O Papa prestou homenagem ao trabalho de muitas pessoas e agradeceu particularmente ao presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, D. Américo Aguiar, um “cardeal especial, um pouco enfant terrible”. “Recordo tanta gente simples, tanta. Também me lembro dos pastéis, são muito bons”, acrescentou provocando as gargalhadas da assembleia. Francisco explicou, depois, que devido aos problemas de saúde que o afetam, desde sábado, não podia “falar muito”.

A Sala de Imprensa da Santa Sé referiu, esta quarta-feira, que o quadro clínico do Papa é “estável”. “Não tem febre, mas persiste a inflamação pulmonar associada a dificuldades respiratórias. A terapia com antibióticos continua”, pode ler-se.

O texto preparado pelo Papa, para a audiência, foi lido por monsenhor Ferreira da Costa, sacerdote português que trabalha na Secretaria de Estado do Vaticano. “Começo por vos renovar a minha gratidão e a da Igreja inteira, concretamente dos jovens. Foi-vos confiada a realização daquele encontro mundial. E vós, fortes, com o auxílio de muitos e uma graça extraordinária de Deus, não nos desiludistes”, refere o documento.

O Papa considera que a JMJ Lisboa 2023 conseguiu “trazer para o centro quem até agora tinha vivido marginalizado”, convidando a manter o compromisso neste “grande sonho comum”. “Continuai a sonhar juntos. Continuai a envolver, em ondas sucessivas, novos companheiros sonhadores de uma sociedade feita por todos e no respeito de cada um. Vou repetindo e fico contente ao ver que muitos já me fazem eco: todos, todos, todos”, apelou.

Francisco apontou, como prioridade, “trazer de volta e sentar à mesa comum quem ficou para trás”. “Meus amigos, não deixeis que nada se perca daquela JMJ que nasceu, cresceu, floriu e frutificou nas vossas mãos, extasiadas com a abundante multiplicação de pedaços de céu feitos gente que brotavam de todo o lado e até mesmo de onde não se esperava”, refere o texto.

“Obrigado a todos e a todas. Deus vos pague o bem que fizestes aos jovens e a mim, a cidade, a Lisboa e a quantos de todo o mundo para lá dirigiram os seus passos e o seu coração. Por favor, continuai a apontar e a impelir-nos para as dimensões universais do Coração de Deus”.

 

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JMJ Lisboa 2023 fica na “memória viva que cria futuro”

O Patriarca Emérito de Lisboa presidiu à Missa na Igreja de Santo António dos Portugueses, em Roma, e afirmou que a Jornada Mundial da Juventude “ultrapassou todas as expectativas” e fica na “memória viva que cria futuro”. “É tão grande, é tão inegável que, durante muito tempo, ficará não só na memória, mas na memória viva que cria futuro”, disse D. Manuel Clemente, na homilia da Missa que presidiu para a delegação portuguesa que está em Roma para uma audiência com o Papa Francisco, no dia 29 de novembro.

O Patriarca Emérito recordou a presença do Papa em Portugal e a “coisa espantosa” que constituiu a proximidade de Francisco com os jovens de todo o mundo, a “troca de olhares” com a multidão ao longo dos percursos no papamóvel. “Não é uma coisa do outro mundo, porque foi bem deste mundo, em Lisboa, durante aqueles dias”, acrescentou.

Para D. Manuel Clemente, a JMJ “é uma realidade daquelas que só Deus garante”, como aconteceu com a Jornada de Lisboa, organizada e realizada no meio de “tanta perplexidade”. “A JMJ Lisboa 2023 foi uma manifestação claríssima, até porque ultrapassou todas as expectativas, de que as coisas de Deus são mesmo de Deus e, por isso, não têm apenas herança do passado, mas garantia do futuro”, sublinhou D. Manuel Clemente.

 

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“Rezar pela nossa nação”

Após a deslocação a Assis, o programa da delegação portuguesa a viagem terminou com a Missa na Igreja de Santo António de Pádua, em Roma, no Domingo, 3 de dezembro, a igreja que foi atribuída a D. Américo Aguiar pelo Papa Francisco, na altura da sua criação como cardeal. “Invoco a pessoa deste enorme Santo português e, nesta igreja, assim ligada a Portugal, peço-vos para rezar pela nossa nação, pelas suas autoridades civis e religiosas e por aqueles que têm necessidade da nossa oração”, pediu D. Américo Aguiar, na homilia da Missa.

textos e fotos por Agência Ecclesia
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