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Roma
“A oração é a força da paz que vence a espiral de ódio”
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O Papa Francisco mostrou-se satisfeito “porque Israel e Palestina têm finalmente tréguas”. O Vaticano garantiu que o Papa não tem pneumonia, e Francisco denunciou a marginalização e preconceitos contra pessoas com deficiência. Árvore de Natal do Vaticano, com 28 metros e 56 anos, já chegou à Praça São Pedro.

 

1. Um quadro gripal obrigou o Papa a recitar o Angelus a partir da capela da Casa de Santa Marta e não à janela na Praça de São Pedro, como é hábito. Apresentando dificuldade respiratória e uma mão com um penso que faz adivinhar ter recebido medicação através de um cateter, Francisco, nas poucas palavras que dirigiu a todos, disse que quem iria fazer a leitura do Angelus seria o monsenhor Paolo Luca Braida, da secretaria de Estado do Vaticano. Na mensagem preparada foram lembrados os países que enfrentam a guerra, em particular o Médio Oriente. “A oração é a força da paz que vence a espiral de ódio e ajuda na reconciliação. Hoje agradecemos porque Israel e Palestina têm finalmente tréguas”, começou por declarar Paolo Luca Braida, em nome do Papa. “Alguns reféns e prisioneiros foram libertados. Rezamos pelas famílias e para que entre em Gaza mais ajuda humanitária. Que se insista no diálogo, a única via para a paz. Quem não quer dialogar não quer paz”, continuou, no passado Domingo, 26 de novembro.

Francisco recordou, ainda, os 90 anos do Holodomor, na Ucrânia, falando num “genocídio perpetrado pelo regime soviético” que provocou “a morte, pela fome, de milhões de pessoas”. “Essa ferida lacerante, em vez de sarar, torna-se mais dolorosa por causa das atrocidades da guerra, que continua a fazer sofrer esse querido povo”, assinalou.

Finalmente, o Papa alertou também para a importância de combater outra guerra, esta contra as alterações climáticas, esperando que a COP28 Dubai sirva para encontrar caminhos que ajudem o planeta.

No final, o Santo Padre puxou do microfone para desejar um bom Domingo a todos e pedir para que não se esqueçam de rezar por ele.

 

2. O Vaticano confirma que Papa Francisco tem uma inflamação pulmonar, mas garante que exames médicos excluíram a possibilidade de pneumonia. Em resposta aos jornalistas, o diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Matteo Bruni, disse, na segunda-feira, dia 27, que “as condições do Papa são boas e estacionárias” e que Francisco “não tem febre”. O responsável acrescenta que o Papa apresenta “uma melhoria evidente ao nível da capacidade respiratória”.

Matteo Bruni revelou que “a tomografia computadorizada” que o Papa realizou “excluiu a possibilidade de uma pneumonia, mas revelou uma inflamação pulmonar que causava algumas dificuldades respiratórias”. O diretor da sala de imprensa acrescenta que “para maior eficácia da terapia, foi inserida uma agulha com um cateter para infusão de terapia antibiótica por via intravenosa”.

“As condições de saúde do Papa são boas e estacionárias, não tem febre e a situação respiratória revela um claro melhoramento”, insistiu. “Para facilitar a recuperação do Papa, alguns compromissos importantes programados para estes dias foram adiados para que lhes possa dedicar o tempo e a energia desejados. Outros, de natureza institucional ou mais fáceis de manter dadas as atuais condições de saúde, foram confirmados”, rematou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé.

 

3. O Papa denunciou a marginalização e preconceitos contra pessoas com deficiência, em mais uma edição de ‘O Vídeo do Papa’. “Entre os mais frágeis no meio de nós, estão as pessoas com deficiência. Muitas delas sofrem rejeição, baseada na ignorância ou baseada nos preconceitos, que as transformam em marginalizadas”, refere, na mensagem com que divulga a sua intenção de oração para o mês de dezembro.

Esta é uma iniciativa confiada à Rede Mundial de Oração pelo Papa, dinamizada pela Companhia de Jesus (Jesuítas), através das plataformas digitais. Francisco apela a uma mudança de mentalidades para valorizar os “contributos e talentos das pessoas com capacidades diferentes, tanto na sociedade como dentro da vida eclesial”. “Criar uma paróquia plenamente acessível não significa somente eliminar as barreiras físicas, mas assumir também que temos de deixar de falar de ‘eles’ e passar a falar de ‘nós’”, sustenta.

O Papa entende que as instituições civis têm de apoiar projetos de acessibilidade “à educação, ao emprego e aos espaços”, onde as pessoas com deficiência “possam exprimir a sua criatividade”. “Há necessidade de programas e iniciativas que favoreçam a inclusão. Sobretudo há necessidade de grandes corações que queiram acompanhar”, sublinha Francisco, convidando: “Rezemos para que as pessoas com deficiência estejam no centro de atenção da sociedade e as instituições promovam programas de inclusão, que valorizem a sua participação ativa”.

O Dia Internacional das Pessoas com Deficiência celebra-se anualmente a 3 de dezembro, evocando a convenção da ONU a este respeito.

 

4. A árvore de Natal do Vaticano, um abeto de 28 metros de altura do município de Macra (Piemonte), foi erguida na Praça São Pedro, no passado dia 23 de novembro. A sua madeira vai depois ser usada para fabricar brinquedos para a Cáritas. “No Piemonte, as árvores são importantes, não as cortamos por acaso. Esse abeto teve de ser cortado porque os bombeiros constataram que corria o risco de desabar, depois de 56 anos de vida”, revelou o presidente da Região do Piemonte, acrescentando que o seu corte já tinha sido “planeado e autorizado pela região”, divulga o portal ‘Vatican News’.

A árvore de Natal da Praça de São Pedro, no Vaticano, vai ser decorada com luzes e uma tela com mais de sete mil estrelas alpinas secas, doadas por um paisagista piemontês, que vão dar o efeito de neve a cair. A cerimónia de inauguração do presépio, que este ano chega de Rieti, e da iluminação da árvore de Natal será dia 9 de dezembro, à tarde. De manhã, o Papa recebe em audiência as duas delegações, de Rieti e de Macra.

Aura Miguel, jornalista da Renascença, à conversa com Diogo Paiva Brandão
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