Lisboa |
Coroação Pontifícia de Nossa Senhora da Soledade
“Uma coroa espiritual, feita de devoção, de piedade, de esperança”
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O cardeal português D. José Tolentino Mendonça presidiu à Missa da Coroação Pontifícia da Imagem de Nossa Senhora da Soledade da Basílica de Mafra, como enviado do Papa Francisco, destacando o simbolismo deste gesto.

“É com muita alegria que o Santo Padre se associa a esta coroação da Senhora da Soledade, expressão do amor do povo da Vila e de quantos se juntaram, organizaram, para tecer uma rede de afeto, de amor e de fé e colocar esta coroa, material, mas sobretudo uma coroa espiritual, feita de devoção, de piedade, de esperança”, sublinhou o prefeito do Dicastério da Cultura e Educação (Santa Sé), na sua intervenção inaugural.

Já na sua homilia, D. José Tolentino Mendonça recordou a passagem do Papa por Lisboa, durante a JMJ, na qual “alentou e rejuvenesceu” a Igreja. A intervenção destacou a figura de Maria, junto à cruz de Jesus, como “testemunha plena de autoridade”, ao lado do seu filho e de cada membro da Igreja, de uma forma “materna, discreta e amorosa”.

Esta Missa, no dia 17 de setembro, marcou ainda o encerramento do IV Fórum Pan-Europeu de Irmandades e Confrarias, tendo o cardeal português desafiados os participantes a “aprofundar a beleza da fé” e a continuar a “tradição de caridade” que vem desde a origem do cristianismo. “É a beleza credível, que nos salva”, prosseguiu.

O colaborador do Papa desafiou todos a romper com o “discurso do pessimismo” e a “indiferença”. “Associemo-nos à Paixão de Cristo e não à nossa vaidade, à nossa indecisa confusão”, advertiu.

D. José Tolentino Mendonça falou da solidão como uma “epidemia descontrolada”, que deve questionar todos sobre o “tipo de sociedade” que é preciso construir. “Estamos dispostos a lutar uns pelos outros, não só quando é fácil?”, questionou. “Queridos irmãos e irmãs, peregrinos da Senhora da Soledade: até ela, trazemos as nossas vidas, a nossa solidão e a nossa companhia, o nosso desejo de reconciliação e de esperança”.

 

Terceira imagem

O Patriarcado de Lisboa sublinha que se trata da “terceira imagem em Portugal a ser coroada em nome e com a autoridade” de um Papa, depois de Nossa Senhora do Sameiro, em Braga, em 1904, e de Nossa Senhora de Fátima, em 1946. Na carta de nomeação do enviado especial, lida no início da celebração, o Papa evoca “o admirável testemunho de caridade maternal da Santíssima Virgem Maria da Soledade”.

A iniciativa laical, promovida pela Real e Venerável Irmandade do Santíssimo Sacramento de Mafra, permitiu que se reunissem o ouro, prata e os fundos necessários para a execução final do projeto da coroa.

As cerimónias religiosas encerraram o programa do IV Fórum Pan-Europeu de Irmandades, que pela primeira vez se realizou em Portugal, evento a que se associaram a Presidência da República Portuguesa, o Dicastério para a Evangelização (Santa Sé), o Conselho das Conferências Episcopais Europeias, com o apoio da Câmara Municipal Mafra, Escola das Armas e Palácio Nacional de Mafra.

A Missa do passado Domingo contou com a presença de vários bispos e dezenas de sacerdotes, perante uma assembleia que encheu a Basílica de Mafra, incluindo representantes políticos, civis e militares. No início da celebração, o padre Luís de Barros, pároco local, destacou que se vive um dia “muito significativo” para Mafra e para Portugal, agradecendo a todos os presentes.

 

Missa da Coroação Pontifícia de Nossa Senhora da Soledade


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“Reconhece as graças que Portugal tem recebido”

O Patriarca de Lisboa considera que a coroação pontifícia é um momento importante para todos os católicos. Em declarações à Renascença, no dia 16 de setembro, à margem das vésperas solenes da coroação, D. Rui Valério relembrou que a ocasião “tem um significado de grande alcance” e que reconhece as “graças que Portugal, o patriarcado de Lisboa e Mafra têm recebido por intercessão da Virgem Maria”. O Patriarca diz ainda que a coroação está relacionada com a Jornada Mundial da Juventude – ambos são momentos que mostram “como os jovens se colocam à disposição e confiam em Nossa Senhora”.

A oração das vésperas foi presidida pelo cardeal D. Tolentino de Mendonça, prefeito do Dicastério para a Cultura e Educação e enviado especial do Papa Francisco para a coroação. A componente musical da celebração foi assegurada pela Capella de S. Vicente e pelos seis órgãos da Real Basílica de Mafra, que tocaram em simultâneo. A celebração contou ainda com a estreia absoluta de ‘Deo Gratias’ de João Vaz e com a primeira execução moderna do ‘Magnificat’ de Marcos Portugal, um tema que não se ouvia desde o reinado de D. João VI, no século XIX.

 

Vésperas solenes da Coroação Pontifícia de Nossa Senhora da Soledade

texto por Agência Ecclesia; fotos por Arlindo Homem
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