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“Vale a pena ir à JMJ. Vale a pena arriscar!”
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O Papa Francisco lançou um novo convite à participação na Jornada Mundial da Juventude e escreveu uma carta aos jovens jesuítas reunidos em Portugal. Nesta semana, o Papa pediu para que os mais velhos não sejam marginalizados, apelou a que o Mediterrâneo “nunca mais seja cenário de morte e desumanidade” e voltou a condenar a guerra na Ucrânia.

 

1. O Papa Francisco exortou os jovens a estarem presentes na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023, assegurando, num novo episódio do seu podcast, divulgado dia 25 de julho, que “vale a pena ir à JMJ. Vale a pena arriscar!”. No ‘Popecast’ (https://thepopecast.fm/), o ‘podcast’ em que o Papa fala à distância com jovens de diferentes origens, agora divulgado pelo Vaticano, Francisco incentivou a que façam o esforço de participar nos diferentes eventos da JMJ, qualificando-a “como uma experiência que valerá a pena e que eles acharão muito gratificante, marcada pela comunidade, festa, esperança e alegria”. “Vale a pena ir à JMJ. Vale a pena arriscar! Quem não arrisca, não vai adiante. Vale a pena ir lá, e depois a gente conversa”, afirmou o Papa, no segundo episódio do ‘Popecast’, depois do primeiro episódio gravado em março, por ocasião do décimo aniversário do seu pontificado.

Francisco teve como interlocutores diretos, entre outros, um jovem transexual e dois jovens que cumprem penas numa instituição correcional, deixando-lhes palavras de “esperança”. Na ocasião, uma criança de 9 anos lançou ao Papa o desafio de que fosse criada uma Jornada Mundial das Crianças (JMC), ao que Francisco respondeu: “Eu gosto muito! Podemos fazer com que os avós organizem isso. Peçam aos avós para que organizem um dia assim. Uma boa ideia. Vou pensar sobre isso e ver como fazer”.

 

2. O Papa Francisco enviou uma mensagem aos participantes do MAGIS – o encontro de jovens jesuítas que teve início no sábado, dia 22, em Lisboa, e que é uma iniciativa que se realiza sempre na semana anterior à Jornada Mundial da Juventude. Numa carta enviada ao coordenador do encontro, o Papa diz que os jovens são a esperança num futuro “mais fraterno, justo e pacífico”, e para isso não têm de ser “super-heróis”, apenas “verdadeiros” e “livres”.

A mensagem foi lida na abertura do MAGIS, que está a decorrer no colégio São João de Brito, reunindo cerca de dois mil jovens peregrinos de 82 países. Na mensagem de boas vindas aos jovens, o Papa desafia-os a “tornarem-se realmente naquilo que são: “um futuro cheio de esperança” e refere que “para isso [os jovens] precisam de ser, não super-heróis, mas pessoas sinceras, verdadeiras, livres; pessoas que trazem por dentro de si um futuro cheio de esperança: esperança de preparar um clima social e humano mais digno do que o atual, esperança de viver num mundo mais fraterno, mais justo e pacífico, mais sincero, mais à medida do homem”.

O Papa Francisco exprimiu ainda “viva gratidão aos promotores, animadores, oradores e ouvintes, que tornam realidade esta edição MAGIS2023, e confia-os à terna solicitude da Virgem Mãe pedindo-Lhe que os contagie com aquela bendita ‘pressa’ de servir que A levou até junto da prima Isabel fazendo-lhe saltar de alegria o filho no seio quando este pressentiu a chegada de Jesus”.

 

3. No III Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, o Papa presidiu à Missa na Basília de São Pedro, em Roma, desafiando os jovens a construírem uma nova aliança com os mais velhos. “Precisamos de uma nova aliança entre jovens e idosos, para que a seiva de quem tem uma longa experiência de vida humedeça os rebentos de esperança de quem está a crescer. Neste fecundo intercâmbio, aprendemos a beleza da vida, construímos uma sociedade fraterna e, na Igreja, permitimos o encontro e o diálogo entre a tradição e as novidades do Espírito”, apelou Francisco, na manhã de dia 23 de julho. “Não marginalizemos os mais velhos. Estejamos atentos para que as nossas cidades superlotadas não se tornem ‘concentrados de solidão’; não aconteça que a política, chamada a atender às necessidades dos mais frágeis, se esqueça precisamente dos idosos, deixando que o mercado os relegue como ‘resíduos não rentáveis’. Não aconteça que, à força de correr a toda a velocidade atrás dos mitos da eficiência e da produção, nos tornemos incapazes de abrandar para acompanhar quem sente mais dificuldade. Por favor, misturemo-nos, cresçamos juntos”, convidou.

 

4. O Papa Francisco rezou, durante a oração dominical do Angelus, para que o mar Mediterrâneo “nunca mais seja cenário de morte e desumanidade”, numa referência “ao drama” dos migrantes do Norte de África que tentam chegar à Europa. “Que o Mediterrâneo nunca mais seja cenário de morte e desumanidade”, suplicou, no dia 23 de julho, perante milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro. Francisco lembrou “o drama que continua a desenrolar-se para os migrantes do Norte de África”, realçando que “milhares ficam, sob um sofrimento incalculável, presos e abandonados em áreas desérticas durante semanas”.

Francisco referiu-se ainda ao calor e aos incêndios, em vários países. “Penso nos que sofrem e nos que estão a assistir às vítimas. Por favor, renovo o meu apelo aos responsáveis das nações, para que se faça algo de mais concreto para limitar as emissões poluentes. É um desafio urgente, que não se pode adiar. Diz respeito a todos: protejamos a nossa casa comum”, apelou.

 

5. O Papa Francisco pediu aos fiéis para rezarem pela paz na Ucrânia, atingida por “morte e destruição”, depois do recente ataque da Rússia contra a cidade ucraniana de Odessa que causou pelo menos dois mortos e 22 feridos. “Continuemos a rezar pela paz, especialmente pela amada Ucrânia, que continua a sofrer com morte e destruição, como infelizmente sucedeu em Odessa”, referiu o Santo Padre, durante o Angelus.

A Rússia tinha disparado, na noite anterior, 19 mísseis contra a cidade portuária de Odessa que destruíram infraestruturas civis, blocos de apartamentos e automóveis e danificaram a maior catedral local, um dos templos mais importantes da Igreja Ortodoxa.

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