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Fundação AIS vai levar tema dos Cristãos perseguidos para a JMJ
Nunca esquecer os Heróis da Fé
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Durante os seis dias da Jornada Mundial da Juventude de Lisboa, que começa daqui a dias, a Fundação AIS vai realizar diversas iniciativas com o propósito de alertar os jovens para a temática dos Cristãos perseguidos no mundo e, simultaneamente, procurar mobilizá-los para que, nos seus países, sejam também militantes activos em favor da Igreja que sofre.

 

“Queremos sensibilizar o maior número possível de jovens, de participantes na JMJ, para a realidade infelizmente ainda tão desconhecida da Igreja perseguida no mundo”, explica a directora da Fundação AIS durante uma das muitas reuniões preparatórias da JMJ que vai ter início daqui a dias. Na sede da instituição, em Telheiras, Lisboa, vive-se já a agitação própria dos grandes eventos, com reuniões sucessivas, preparação de materiais que vão estar em exposição, mobilização de pessoas e acerto de pormenores. O objectivo é que nada falhe durante os seis dias em que a capital portuguesa vai acolher mais de um milhão de jovens provenientes de todos os continentes e de praticamente todos os países do mundo. “Esta é uma oportunidade única que não queremos desperdiçar”, reforça ainda Catarina Martins de Bettencourt. De facto, não é todos os dias que se pode participar num evento com a grandeza da JMJ, o que, no caso concreto da Fundação AIS, está a ser visto como “uma grande responsabilidade”. “Para nós, é fundamental chegar ao maior número possível de jovens, mas também de todas as pessoas de todas as idades e que vão participar nas Jornadas”, esclarece Catarina Bettencourt. “O nosso objectivo é dar a cada pessoa que passa pelo nosso ‘stand’, pelas exposições que vamos organizar, pelas conferências que vamos fazer e também pelos filmes que vamos exibir, um olhar mais atento para a temática da perseguição aos Cristãos”, diz ainda a directora da Fundação AIS.

 

Exposições, palestras…

De facto, durante a semana da JMJ, a Fundação AIS vai promover várias iniciativas com o propósito de chamar a atenção de todos para a realidade da Igreja perseguida no mundo e para os exemplos de fé que nos chegam dos países onde não há liberdade religiosa e onde os Cristãos dão um testemunho impressionante de fidelidade na fé. “Heróis da Fé”, é precisamente o mote de todas as iniciativas que a Fundação AIS vai promover em Lisboa durante a JMJ, e que vão decorrer em vários pontos da cidade. Um dos locais principais onde será possível o contacto directo com a realidade dos Cristãos perseguidos será na Basílica dos Mártires, ao Chiado, onde a Fundação AIS vai promover uma exposição com objectos profanados no Iraque. Além da exposição, que atesta a experiência brutal vivida pelos Cristãos neste país quando as terras bíblicas da Planície de Nínive foram ocupadas pelos jihadistas do auto-proclamado Estado Islâmico, invasão que começou precisamente na primeira semana de Agosto, há nove anos, haverá ainda, na Basílica dos Mártires, uma conferência com os testemunhos de dois cristãos: Joseph Fadelle e Rafi Ghattas. Fadelle, um iraquiano xiita convertido ao Cristianismo, preso, torturado e forçado a fugir do país com a mulher e os filhos, tendo publicado inclusivamente um livro, “O Preço a Pagar”, em que narra a sua história. Por seu lado, Rafi Ghattas, um palestiniano, vai contar como é a vida de um jovem cristão hoje em dia na Terra Santa, onde a sua comunidade religiosa é profundamente minoritária, apenas 1% da população. A Fundação AIS vai também promover, e sempre com o propósito de falar dos “Heróis da Fé”, uma exposição fotográfica, nos Claustros do antigo Convento da Graça, em que se fala da realidade da Igreja perseguida no Mundo através do exemplo concreto de pessoas, homens e mulheres que, em diversos países e circunstâncias adversas, têm sido exemplo de fidelidade a Jesus.

 

Cinema e muita alegria

Outro ponto alto da presença da Fundação AIS na JMJ vai ser a exibição, no Cinema São Jorge, de diversos documentários que ajudam também a conhecer outros rostos desta Igreja cuja fé é posta à prova todos os dias. Moçambique, Síria, Honduras, Camboja e Etiópia são alguns dos países por onde andou a câmara de filmar da Fundação AIS, recolhendo testemunhos e histórias de outros tantos Heróis da Fé. “Nós queremos, acima de tudo, que as pessoas se deixem interpelar pelos exemplos destes Cristãos que têm enfrentado tantos perigos e ameaças e que, apesar disso, têm assumido sempre a sua fé até ao fim, até às últimas consequências”, explica a directora do secretariado português da Fundação AIS. “Aquilo que procuramos é que os jovens, quando regressarem aos seus países, depois da JMJ, levem consigo esta semente, esta vontade de participarem também na missão de auxílio à Igreja que Sofre”, acrescenta Catarina Bettencourt. Para isso, a Fundação AIS vai estar também presente em Belém, na chamada Cidade da Alegria, num stand próprio que será um espaço para contacto com todos os que passarem por lá, mais novos ou mais velhos, para a distribuição de produtos, para a divulgação de actividades e projectos e, acima de tudo, para se falar da importância da missão da Ajuda à Igreja que Sofre.

texto por Paulo Aido, Fundação Ajuda à Igreja que Sofre
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