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JMJ Lisboa 2023 é um “Mundial” em que todos levantam a “taça da fraternidade”
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O Papa Francisco encontrou-se com jovens argentinos que estão a caminho da Jornada Mundial da Juventude de Lisboa. A guerra na Ucrânia continua no centro das preocupações do Papa, que enviou um cardeal aos Estados Unidos. Francisco encontrou-se com filhos de funcionários da Santa Sé e nomeou um bispo para Xangai.

 

1. O Papa recorreu à linguagem do futebol comparando a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) a um Campeonato do Mundo. Francisco sublinhou a jovens argentinos da Arquidiocese de Córdoba, em visita a Roma antes de participarem na JMJ de Lisboa, que esta “copa do mundo” é um “jogo amigável em que não há vencedores nem vencidos, porque ganhamos todos”. “Quando saímos de nós mesmos e nos encontramos com os outros, quando compartilhamos, quando damos o que temos e estamos abertos para receber o que os outros nos oferecem, quando não rejeitamos ninguém, todos somos vitoriosos e juntos podemos erguer ‘a taça da fraternidade’”, sublinhou o Papa, no encontro no passado dia 16 de julho.

Francisco encorajou os jovens argentinos a viverem intensamente este “Mundial”, certo de que “esta JMJ que vos enriquecerá com uma grande diversidade de rostos, culturas, experiências, diferentes expressões e manifestações de nossa fé”. “Mas, acima de tudo, porque poderão experimentar profundamente o anseio de Jesus: que sejamos ‘uma só coisa’ para que o mundo creia, e isso vos ajudará a dar testemunho da alegria do Evangelho a tantos outros jovens que não encontram o sentido da vida ou que perderam o caminho a seguir”, afirmou.

Por fim, Francisco desejou que todos joguem “um bom jogo”, confiou-os à proteção de Nossa Senhora e marcou encontro com eles, até Lisboa.

 

2. No final do Angelus do passado Domingo, 16 de julho, o Papa assinalou os bombardeamentos que a cidade de Roma sofreu durante a II Guerra Mundial e lamentou que, ainda hoje, se repita o flagelo da guerra. “Quero lembrar que há 80 anos – a 19 de julho de 1943 – alguns bairros de Roma, especialmente San Lorenzo, foram bombardeados e o Papa, o venerável Pio XII, quis ir ao encontro daquele povo em aflição”, recordou Francisco. “Infelizmente, hoje em dia, essas tragédias repetem-se. Como isso é possível? Perdemos a memória? Que o Senhor tenha piedade de nós e liberte a família humana do flagelo da guerra. Em particular, rezemos pelo querido povo ucraniano que está a sofrer tanto”, pediu o Santo Padre.

 

3. Os esforços do Papa a favor da paz na Ucrânia prosseguem, desta vez nos Estados Unidos. Um comunicado da Santa Sé revela que, de segunda-feira e até quarta, dias 17 a 19 de julho, o cardeal Matteo Zuppi, Arcebispo de Bolonha e presidente da Conferência Episcopal Italiana, acompanhado por um oficial do secretário de Estado, iria viajar a Washington como enviado do Papa. “A visita insere-se no âmbito da missão de promoção da paz na Ucrânia e pretende trocar ideias e opiniões sobre a trágica situação atual e apoiar iniciativas em campo humanitário para aliviar o sofrimento das pessoas mais afetadas e mais frágeis, especialmente crianças”, lê-se no breve texto.

Na terça-feira, o presidente dos EUA recebeu o cardeal Zuppi, com quem conversou, em particular, sobre o regresso de menores ucranianos que se encontram na Rússia. O portal de notícias do Vaticano informou que o encontro durou cerca de duas horas e meia, na Casa Branca, tendo Joe Biden manifestado “o seu apreço pelo ministério de Francisco”. “No centro do diálogo a questão humanitária do regresso a casa dos menores ucranianos levados para a Rússia. O presidente da Conferência Episcopal Italiana também esteve no Capitólio, para um encontro com alguns parlamentares”, acrescenta a nota.

O Governo dos EUA publicou um comunicado, após o encontro, destacando que Biden analisou com o cardeal Matteo Zuppi “o compromisso da Santa Sé em fornecer ajuda humanitária, para enfrentar o sofrimento generalizado causado pela agressão contínua da Rússia contra a Ucrânia”, bem como o “apoio” do Vaticano ao regresso de mais de 19 mil menores ucranianos.

Esta foi a terceira etapa do enviado do Papa com vista a encontrar soluções de paz para a Ucrânia. O cardeal Zuppi já visitou Kiev, nos dias 5 e 6 de junho, e Moscovo, de 27 a 30 de junho passado.

 

4. O Papa encontrou-se, no passado dia 18 de julho, com 250 crianças, dos 5 aos 13 anos, que participam na edição 2023 do campo de férias de verão para os filhos dos funcionários do Vaticano. Francisco passou pelas instalações, junto à sua residência, na Casa de Santa Marta, acompanhado pelo padre salesiano Franco Fontana, responsável pela organização das semanas de atividades físicas, educativas e espirituais do centro. “Depois de uma breve saudação aos animadores, aos quais o Papa sugeriu manter a inquietude que move para servir ao próximo, e aos benfeitores, Francisco esteve em conversa com as crianças e jovens participantes do acampamento de verão”, indica uma nota enviada aos jornalistas pelo diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni.

O Papa sublinhou às crianças a necessidade de sentimentos de gratidão para com os pais e o valor dos avós, os “super-heróis” que “formaram uma família, que têm a sabedoria”, e a necessidade de uma relação saudável com o mundo digital, acrescenta o comunicado.

 

5. Um comunicado do Vaticano indicou que o Papa nomeou o bispo Joseph Shen Bin para a diocese chinesa de Xangai. Separadamente, a Santa Sé revelou que o Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, lamentou que não havia sido consultado quando Shen foi transferido da diocese de Haimen, na província de Jiangsu, para Xangai. O cardeal Parolin disse que a medida unilateral vai contra “o espírito de diálogo e colaboração” estipulado num acordo histórico de 2018 sobre a nomeação de bispos.

Os católicos conservadores criticaram o acordo secreto como uma traição à China comunista, mas o Vaticano defendeu-o como um meio imperfeito de ter alguma forma de diálogo com as autoridades para o bem dos católicos chineses.

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