Lisboa |
Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo
“A comunhão eucarística é geradora da unidade da Igreja”
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O Cardeal-Patriarca de Lisboa questionou o que a Igreja aproveita ou não da “presença real de Cristo” na reserva eucarística. Na Solenidade do Corpo de Deus, D. Manuel Clemente não esqueceu a JMJ Lisboa 2023.

 

“Celebrarmos o “corpo e sangue de Cristo” como o fazemos hoje, estender-se-á nos dias que vivermos para Deus e para os outros, na adoração mais agradecida e na caridade mais praticada. É assim que o Corpo de Deus se alarga no mundo, numa comunhão que nunca acabará. Na preparação e próxima realização da Jornada Mundial da Juventude é notória a unidade que cresce em quantos colaboram numa tarefa comum, para o bem da multidão juvenil que aqui acorrerá. Isso mesmo lhes garante a continuação da memória viva e criativa que levarão desses dias. Também assim serão e seremos Corpo de Cristo no mundo”, frisou o Cardeal-Patriarca, na homilia da Missa na Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, a 8 de junho.

Nesta celebração, D. Manuel Clemente apontou que é o “realismo cristão que dá outro sentido aos enunciados comuns”. “Formamos um só corpo porque comemos do mesmo pão”, salientou, garantindo que “a comunhão eucarística é geradora da unidade da Igreja, transformada assim no corpo eclesial de Cristo”. “Por isso podemos dizer também que a evangelização tem aqui o seu término, na mesa eucarística onde todos devemos comungar, com sentimentos e atitudes conformes aos de Cristo”, reforçou. No enunciado seguinte, “Jesus afirma-se como pão vivo descido do Céu, que por isso garante a quem o receber a própria vida eterna”.

 

Reserva eucarística

Na Sé Patriarcal, D. Manuel Clemente deixou ainda duas questões, para serem sondadas pelo “coração” e pelo “entendimento”, para ver “até onde chega a nossa convicção eucarística”. “Damos realmente à comunhão, bem como à sua preparação, receção e ação de graças, o valor das coisas definitivas, onde o sentido da vida se joga em cada um, para si e para os outros? E, quanto à reserva eucarística, como se guarda nos nossos sacrários, quer para distribuição futura quer para adoração agora, que atenção lhe damos, que reverência lhe prestamos, que centralidade nos ocupa?”, questionou. “Deixai-me dizer, quanto a este ponto, que perante passagens indiferentes, genuflexões desajeitadas e barulhos excessivos diante da reserva eucarística, aqui ou ali, me pergunto por vezes e sem me pôr de fora, onde anda e até que ponto vai a nossa fé no sacramento… Modo de me perguntar também sobre o que aproveitamos ou não da presença real de Cristo, nosso proveito absoluto”, respondeu o Cardeal-Patriarca de Lisboa.

Após a celebração, houve adoração do Santíssimo Sacramento, com sacramento de Reconciliação. A tradicional procissão do Corpo de Deus, pelas ruas da Baixa da cidade, teve início pelas 17h00, no Largo da Sé, onde decorreu a bênção final.

 

Corpo de Deus 2023

 

“Papa Francisco vai estar connosco em agosto”

O Cardeal-Patriarca de Lisboa afirmou estar “muito confiante” que o Papa Francisco possa estar presente na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023, no próximo mês de agosto. “Com certeza que o nosso querido Papa Francisco vai estar connosco em agosto. Cheio de vontade está ele e nós também” referiu, esperançado, D. Manuel Clemente, em declarações aos jornalistas, após a Missa na Solenidade do Corpo de Deus. Recorde-se que o Papa tinha sido operado a uma hérnia abdominal na véspera, dia 7 de junho, no Hospital Universitário Gemelli, em Roma. O estado de saúde do Santo Padre, segundo o Vaticano, tem registado uma evolução favorável. “Graças a Deus, segundo nos informaram, saiu bem da operação, por isso vamos tê-lo cá connosco”, acrescentou o Cardeal-Patriarca.

Questionado sobre o encontro do Papa com as vítimas de abusos sexuais na Igreja portuguesa, D. Manuel Clemente disse que será um encontro discreto.

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