Lisboa |
Dia Diocesano da Saúde
“Como diz a nossa Constituição, o direito à vida humana é inviolável”
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O Cardeal-Patriarca de Lisboa declarou-se triste pela aprovação da lei da eutanásia e garantiu que a Igreja se vai manter na “frente da vida”. Celebração do Dia Diocesano da Saúde, no dia 21 de maio, teve lugar na igreja paroquial de Santo Antão do Tojal, em Loures. 

“Nós estamos na frente da vida e acreditamos que, como diz a nossa Constituição, o direito à vida humana é inviolável. E levamos isto a sério. Não é por acaso que isto está na Constituição da República, mas é preciso também estar na vida e na prática das pessoas e das instituições”, salientou D. Manuel Clemente, na sua homilia.

A celebração teve transmissão em direto na TVI e integrava-se na Semana Diocesana da Saúde e da Vida, que a Pastoral da Saúde do Patriarcado de Lisboa promoveu de 19 a 26 de maio, com o Cardeal-Patriarca a convidar a “não desistir”. “Todos nós sabemos que não é fácil, mas também sabemos que não podemos desistir. Não podemos desistir e eu quero saudar todos os membros que aqui estão das instituições que lutam pela vida porque eles são os primeiros a não desistir no dia a dia, quer nas posições que tomam formalmente quer nas posições que tomam realmente no dia a dia das suas vidas e dos seus serviços”, apontou, referindo-se às representações da Associação dos Médicos Católicos Portugueses, da Associação de Psicólogos e Enfermeiros Católicos, dos Farmacêuticos Católicos, do Instituto de São João de Deus - Casa de Saúde do Telhal, de várias Misericórdias e da Irmandade da Misericórdia e de São Roque de Lisboa, entre outros.

D. Manuel Clemente pediu ainda realismo na forma como se olha a vida. “A vida é apresentada não só aos mais novos, mas àqueles que são novos há mais tempo, como um mar de rosas desejável em que tudo correrá bem, em que tudo correrá sem dificuldades, sem obstáculos intransponíveis, mas não é assim, a vida não é assim. É muito bom que todos nós, desde pequenos, sejamos postos diante da realidade da vida, que é uma vida que tem muitas contradições, tem momentos de felicidade momentânea porque tudo corre bem e responde imediatamente ao nosso desejo, e há momentos em nós e nos outros em que as coisas não correm bem e, fisicamente, até correm muito mal”, notou, advertindo: “Mas nem por isso deixa de ser vida. E o que a religião cristã nos ensina – ou seja, a vida de Cristo nos demonstra – é que o próprio Deus assumiu este destino humano e o viveu em Jesus Cristo e não se eximiu a nada”. Para o Cardeal-Patriarca de Lisboa, a resposta para todos estes casos é “a companhia e a presença”, porque “viver é conviver”.

 

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‘Pastoral da Saúde na paróquia’

No site do Patriarcado de Lisboa (www.patriarcado-lisboa.pt/saude) está disponível para download o subsídio ‘Pastoral da Saúde na paróquia’, escrito para ser utilizado pelas comunidades paroquiais que pretendam lançar ou dinamizar esta pastoral na sua paróquia.

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