Lisboa |
206.ª Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa
“É motivo de esperança verificar a crescente adesão dos jovens”
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O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. José Ornelas, Bispo de Leiria-Fátima, foi reeleito no cargo para o triénio 2023-2026. Assembleia Plenária dos bispos portugueses reuniu em Fátima, de 17 a 20 de abril, e focou, entre outros assuntos, o drama dos abusos de menores na Igreja e a JMJ Lisboa 2023.

Nas eleições realizadas no segundo dia da reunião, a 18 de abril, D. Virgílio Antunes, Bispo de Coimbra, foi eleito vice-presidente da CEP, mantendo-se o padre Manuel Barbosa secretário. Como vogais do Conselho Permanente da Conferência Episcopal foram eleitos: D. Manuel Linda, D. Francisco Senra Coelho, D. José Traquina, D. António Moiteiro, enquanto D. Manuel Clemente, Cardeal-Patriarca de Lisboa, “é membro nato do Conselho Permanente na qualidade de Patriarca de Lisboa”, explica a CEP.

Os presidentes das Comissões Episcopais foram também eleitos, destacando-se a saída de D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa, de presidente da Comissão do Laicado e Família, tendo sido substituído por D. Nuno Almeida, Bispo Auxiliar de Braga, e a eleição de D. Nuno Brás, Bispo do Funchal e antigo Auxiliar de Lisboa, como presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais.

 

“Ambientes mais seguros”

No primeiro dia Assembleia Plenária, o presidente da CEP destacou o trabalho da Igreja em relação aos abusos de menores. “No momento doloroso, mas também de purificação e conversão em que agora nos encontramos, continuamos apostados no caminho que a Igreja tem vindo a percorrer para que os ambientes eclesiais sejam cada vez mais seguros para as crianças, jovens e adultos vulneráveis, e para que os crimes cometidos no passado possam ser reparados, na medida do possível, e não voltem a acontecer”, assegurou D. José Ornelas, nas palavras de abertura, a 17 de abril. “Reconhecer, pedir perdão e agradecer só têm sentido na medida em que são acompanhados de decisões e ações concretas para transformar a realidade. Por isso, prosseguindo as linhas de ação que definimos na Assembleia Plenária extraordinária do passado dia 3 de março, temos vindo a analisar e a integrar as recomendações resultantes do estudo da Comissão Independente, em articulação com a Equipa de Coordenação Nacional das Comissões Diocesanas”, acrescentou, reforçando que “o caminho para a implementação de uma verdadeira cultura de proteção e cuidado dos mais frágeis, na Igreja e na sociedade, exige medidas concretas de proteção e formação”.

Sobre a Jornada Mundial da Juventude (JMJ Lisboa 2023), que “está na fase final e determinante de preparação e afirmação”, D. José Ornelas considerou ser “motivo de esperança verificar a crescente adesão dos jovens, tanto a nível internacional, como a nível da Igreja em Portugal e de muitas instituições oficiais e da sociedade civil”. “É de realçar, a este respeito, o número de inscrições de jovens para participar e para o voluntariado, bem como de famílias e entidades dispostas a colaborar, como voluntários, na organização deste grande evento e a acolher os jovens peregrinos”, frisou.

A Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa terminou a 20 de abril, com a jornada nacional de oração pelas vítimas de abusos sexuais, de poder e de consciência na Igreja, com os bispos a celebrarem a Eucaristia, por esta intenção, na Basílica da Santíssima Trindade, em Fátima.

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