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“Mais do que nunca, a humanidade precisa da Boa Nova e da salvação em Cristo”
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O Papa Francisco pediu aos missionários que anunciem o Evangelho “como quem partilha uma alegria”. Na semana em que deu uma entrevista à agência Associated Press, o Papa pediu “coração” aos comunicadores e enviou votos de paz. Foi publicado um novo livro de Bento XVI.

 

1. ‘Corações ardentes, pés ao caminho’ (cf. Lc 24, 13-15) é o título da Mensagem do Papa para o Dia Mundial das Missões, que foi divulgada a 25 de janeiro. Francisco parte da história dos discípulos de Emaús para lembrar que foi o “encontro com Cristo” que “acendeu neles o entusiasmo” para partir, e que é essa fé em Deus que deve sempre guiar quem parte em missão. “Expresso a minha proximidade a todos os missionários e missionárias do mundo, especialmente àqueles que atravessam um momento difícil”, escreve o Papa, lembrando que “nem todos os dias da vida são cheios de sol”, e que há “tribulações” e “dúvidas”, mas é preciso ter “confiança”, porque “hoje como então, o Senhor ressuscitado está próximo dos seus discípulos missionários e caminha a par deles, sobretudo quando se sentem frustrados, desanimados, temerosos perante o mistério da iniquidade que os rodeia e quer sufocá-los. Não deixemos que nos roubem a esperança!”.

Francisco recorda que os missionários devem anunciar o Evangelho “com alegria”, e que não basta “repartir o pão material”, é preciso alimentar a fé com a oração e na Eucaristia, porque “hoje, mais do que nunca, a humanidade, ferida por tantas injustiças, divisões e guerras, precisa da Boa Nova e da salvação em Cristo”, que deve chegar a todos. “Aproveito esta ocasião para reiterar que todos têm o direito de receber o Evangelho”, escreve o Papa, que ainda que se apoie as obras missionárias pontifícias, com oração, ação e ofertas.

Ainda neste dia, na audiência-geral de quarta-feira, Francisco lembrou o Dia internacional de comemoração das vítimas do Holocausto. “Depois de amanhã, 27 de janeiro, celebra-se o Dia internacional de comemoração das vítimas do Holocausto. A memória daquele extermínio de milhões de judeus e pessoas de outros credos não pode ser esquecida nem negada. Não pode haver um compromisso constante de construir fraternidade em conjunto sem primeiro eliminar as raízes do ódio e da violência que alimentaram o horror do Holocausto”, lembrou, na Sala Paulo VI, no Vaticano.

 

2. O Papa criticou as leis que criminalizam a homossexualidade e considera injusto discriminar as comunidades LGBTQ. “Ser homossexual pode ser pecado, mas não é crime”, diz Francisco, numa entrevista à agência Associated Press. “A Igreja Católica pode e deve trabalhar para pôr fim a estas discriminações. Somos todos filhos de Deus e Deus ama-nos tal como somos e no modo como cada um de nós luta pela nossa dignidade”, acrescentou. Reconhecendo que há bispos que, em alguns países, apoiam essas leis discriminatórias, o Papa afirma que é preciso haver, na Igreja, um processo de conversão porque “Deus ama todos os seus filhos e a Igreja deve reconhecer a dignidade de cada um, com ternura, tal como Deus faz com cada um de nós”. E acrescenta: “É preciso distinguir entre crime e pecado”.

 

3. ‘Falar com o coração. Testemunhando a verdade no amor’ (Ef 4, 15) é o tema da Mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, que se assinala a 21 de maio. “Hoje é tão necessário falar com o coração para promover uma cultura de paz, onde há guerra; para abrir sendas que permitam o diálogo e a reconciliação, onde campeiam o ódio e a inimizade. No dramático contexto de conflito global que estamos a viver, urge assegurar uma comunicação não hostil. É necessário vencer o hábito de denegrir rapidamente o adversário, aplicando-lhe atributos humilhantes, em vez de se enfrentarem num diálogo aberto e respeitoso”, escreve Francisco. Para isso ser possível, o Papa considera que são necessários “comunicadores prontos a dialogar, ocupados na promoção dum desarmamento integral e empenhados em desmantelar a psicose bélica que se aninha nos nossos corações”.

 

4. “Hoje desejo formular, de modo especial, votos de paz e de todo o bem aos que, no Extremo Oriente e em várias partes do mundo, celebram o Ano novo lunar”, disse o Papa, no final do Angelus, no passado Domingo, 22 de janeiro. Francisco exprimiu a sua “proximidade espiritual a todos os que passam momentos de provação causados pela pandemia do novo Coronavírus, na esperança de que as atuais dificuldades sejam rapidamente superadas”.

O Papa está também preocupado com o Myanmar, manifestando dor por ter sido incendiada e destruída a Igreja de Nossa Senhora da Assunção, na aldeia de Chan Thar (região de Sagaing), não esqueceu a “martirizada Ucrânia” e pediu para se rezar pelo Peru.

Neste Domingo da Palavra de Deus, Francisco disse que o anúncio da Palavra deve tornar-se a principal urgência da comunidade eclesial, tal como o foi para Jesus. “Não nos aconteça professar um Deus de coração largo e ser uma Igreja de coração estreito, o que seria uma maldição; pregar a salvação para todos e tornar intransitável o caminho para a acolher; saber que somos chamados a levar o anúncio do Reino e transcurar a Palavra, dispersando-nos em tantas atividades secundárias”, alertou, na Missa a que presidiu na Basílica de São Pedro.

 

5. ‘O que é o Cristianismo. Quase um testamento espiritual’ é o título de um novo livro de Bento XVI, já disponível em italiano. “Este volume, que reúne os textos que escrevi no mosteiro Mater Ecclesiae, será publicado após a minha morte”, explica o próprio, no prefácio. Embora o Papa Emérito tenha ordenado a destruição das suas notas pessoais, autorizou, no entanto, a publicação dos seus textos teológicos produzidos após a renúncia, em 2013. O livro reúne 16 textos, quase todos escritos por volta de 2018. Inclui discursos, cartas, artigos, na sua maioria conhecidos. No entanto, cinco destes textos são, no todo ou em parte, inéditos e referem-se ao diálogo islâmico-cristão, à definição do conceito de religião ou ao significado de comunhão.

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