Lisboa |
Capela do Rato
Denunciar “atentados à paz”
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Durante a vigília de oração pela paz que pretendia evocar e atualizar a vigília contra a guerra colonial acontecida há 50 anos, na Capela do Rato, em Lisboa, o cónego António Janela lamentou os cristãos “demasiado instalados” e pediu que estejam atentos aos “sinais dos tempos” para que ajam perante os atentados contra a “verdade, justiça, liberdade e solidariedade”. “Nós hoje, como o Papa denuncia, vivemos num individualismo muito grande. Nós cristãos, estamos demasiado instalados e falta, de uma forma solidária, unidos, dar aquilo que podemos dar, tendo presente que os atentados à verdade são contra a paz; os atentados à justiça, são contra a paz; os atentados à liberdade, são contra a paz; e tudo aquilo que é a negação de uma solidariedade é contra a paz”, afirmou o último sacerdote vivo implicado na vigília de então, na passagem do ano de 1972 para 1973.

Na noite de dia 30 de dezembro de 2022, o capelão da comunidade, padre António Martins, sublinhou que esta nova vigília de oração pela paz é “mais urgente do que nunca”. “Pelo seu impacto nacional e internacional, esse acontecimento abalou o regime de então, comprometeu as relações entre a Igreja e o Estado e anunciou o caminho para a democracia. Passados 50 anos, numa fidelidade criativa a esta memória a comunidade reúne-se esta noite para celebrar uma nova vigília de oração pela paz, inspirada pela mensagem do Papa Francisco para este ano ‘Ninguém se pode salvar sozinho’. Escutando e fazendo silêncio, rezamos hoje pela paz, mais urgente do que nunca”, afirmou.

Presente na vigília de oração, D. Américo Aguiar, Bispo Auxiliar de Lisboa, ofereceu o seu anel episcopal à comunidade, manifestando o “compromisso de promover e defender a liberdade, a verdade, a justiça e o amor”.

foto por Agência Ecclesia/LS
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