Lisboa |
Aprovada no Parlamento
Igreja lamenta legalização da eutanásia
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A Conferência Episcopal Portuguesa recebeu “com tristeza” a “aprovação parlamentar, em sede de comissão, da legalização da eutanásia e do suicídio assistido”. “O diploma agora aprovado não garante, como os anteriores também não garantiam, o justo equilíbrio entre a proteção da vida e o respeito pela autonomia do doente, ao legalizar a eutanásia e o suicídio assistido para além das situações de doença terminal. Derrubando esta barreira, é expectável que se caminhe no sentido do alargamento das situações em que se pode pedir a morte assistida, com um verdadeiro impacto social”, alertaram os bispos portugueses, numa nota (www.conferenciaepiscopal.pt), a 7 de dezembro.

Também a Associação dos Juristas Católicos e a Associação dos Médicos Católicos Portugueses, numa nota conjunta, sublinharam que “a eutanásia e o suicídio assistido não são atos médicos” e que “a morte provocada continua a não ser resposta”. “É inaceitável que, a quem sofre de doença incurável ou deficiência, o Estado e os serviços de saúde possam responder com a morte provocada, desistindo de combater e aliviar o seu sofrimento e de oferecer uma mensagem de esperança e de solidariedade; é de prever, por isso, que muitos desses doentes passem a sentir que a sociedade os encara agora como um pesado fardo”, assinala o comunicado.

Já os membros do Grupo de Trabalho Inter-Religioso | Religiões-Saúde (GTIR) reafirmam “a convicção comum de que a vida humana é inviolável e indisponível” e estão “convictos que o futuro e a modernidade não estão na oferta da morte a pedido, mas na construção de sociedades compassivas”.

Finalmente, o MAE - Movimento Acção Ética, destacou que “a eutanásia compromete de forma inexorável o respeito pela maior das conquistas civilizacionais – o direito à vida”.

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