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Patriarcado de Lisboa foi a Fátima buscar a Luz da Paz de Belém
Luz de “esperança e renovação”
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Carolina Lopes é uma jovem escuteira de Casal de Cambra que participou, em Fátima, na cerimónia nacional de partilha da Luz da Paz de Belém, e conta como a sua paróquia vive esta dinâmica de Natal. “O que mais toca é a paz que sentimos”, diz. Chefe do Núcleo Serra da Lua, Cláudio Rebelo é da paróquia de Agualva e salienta como esta partilha trouxe uma nova “vivência espiritual” ao agrupamento.

 

Carolina Lopes é caminheira do Agrupamento 1369 de Santa Marta do Casal de Cambra do CNE e participou, pela primeira vez, na cerimónia nacional de partilha da Luz da Paz de Belém. “Marcou-me toda a cerimónia em si! Foi a primeira vez e foi muito bonito ver um monte de escuteiros, todos juntos e unidos, para receber a Luz da Paz de Belém, que é algo tão importante não só por sermos escuteiros cristãos, mas também por irmos partilhar esta Luz com toda a nossa diocese”, salienta ao Jornal VOZ DA VERDADE esta jovem, de 22 anos. A cerimónia nacional teve lugar no Santuário de Fátima, na tarde do passado dia 11 de dezembro, Domingo III do Advento, e reuniu mais de 1500 escuteiros de todo o país. “Estávamos todos juntos para esse fim, para fazer essa partilha, e gostei bastante de ver toda a união, a nível nacional e também a nível regional de Lisboa”, acrescenta esta jovem.

Escuteira há 11 anos, Carolina foi a Fátima integrada no Núcleo Serra da Lua que, neste ano 2022, teve a missão diocesana de ir buscar a Luz da Paz de Belém à cerimónia nacional. Um momento que foi “desafiante”, segundo salienta ao Jornal VOZ DA VERDADE o chefe de núcleo, Cláudio Rebelo. “Foi muito significativo para o nosso núcleo termos ido à celebração nacional a Fátima buscar a Luz da Paz de Belém, por desafio da Junta de Regional de Lisboa”, garante. “Éramos cerca de 12 elementos e fomos acompanhados pelo chefe regional, João Esteves”, acrescenta. Cláudio é chefe do Núcleo Serra da Lua há um ano e meio, mas vai no quarto mandato de junta de núcleo. “Procuramos que todos os 18 agrupamentos do núcleo tenham as suas dinâmicas e sejam ativos e participativos neste período de Natal, fazendo uma pequena cerimónia da Luz da Paz de Belém nas suas paróquias”, deseja este responsável do Núcleo Serra da Lua, o segundo a ser criado na Região de Lisboa do CNE e que integra os concelhos da Amadora e Sintra.

 

Vivência espiritual

Após a cerimónia nacional, em Fátima, a cerimónia regional da Luz da Paz da Belém iria decorrer a 13 de dezembro, terça-feira, na Sé de Lisboa, mas foi adiada, devido às condições meteorológicas, para a noite de sexta-feira, dia 16 de dezembro. Depois então, neste fim-de-semana, vai começar a ser distribuída em todas as paróquias do Patriarcado.

Em Agualva, na Vigararia de Sintra, a Luz da Paz de Belém chegou como desafio aos caminheiros do Agrupamento 46 de Agualva-Cacém do CNE, que “estavam com dúvidas”, segundo Cláudio Rebelo. “O meu agrupamento participou pela primeira vez na cerimónia regional há sete, oito anos, quando passei a ser o chefe de clã. Na altura, estávamos com um desafio ao nível da vivência espiritual religiosa, em que tínhamos uma série de caminheiros com dúvidas. Como eu já conhecia um pouco da história da Luz da Paz de Belém, achei que era um bom desafio para o agrupamento trazer a Luz para a nossa paróquia, pô-los a explicar aos paroquianos o simbolismo, o que ela significa, qual o impacto que pode ter na vida das pessoas e na reunião familiar que acontece sempre na altura do Natal”, conta Cláudio, destacando que a Luz da Paz de Belém foi “muito bem recebida” na paróquia de Agualva. “As pessoas gostaram imenso. A maior parte desconhecia, por completo, que havia esta cerimónia na Sé de Lisboa e não conhecia o seu significado. Agora, é uma expectativa que as pessoas têm e é uma responsabilidade para nós, escuteiros, levar esta Luz até elas”, salienta este responsável, de 40 anos, que é escuteiro desde os oito.

Após a cerimónia regional, a paróquia de Agualva terá “duas pessoas” que serão “responsáveis por guardar a Luz nas suas casas”, até à cerimónia paroquial. “Na Eucaristia deste sábado, faremos uma dinâmica e vamos partilhar a Luz com os restantes paroquianos. Nas Missas de Domingo, fazemos a mesma dinâmica. No fundo, será todo o fim-de-semana a distribuir a Luz”, garante Cláudio, que é casado e pai de quatro filhos. “A Luz da Paz de Belém traz sempre uma mensagem de esperança, de renovação. Apesar das dificuldades que podemos ter, a nível individual ou na comunidade, é realmente possível ultrapassar estes desafios”, considera.

 

Sentir a paz

Em Casal de Cambra, a partilha da Luz da Paz de Belém começa no próprio dia da cerimónia regional, na Sé de Lisboa. “Duas semanas antes da cerimónia regional, começamos a anunciar que vamos à Sé buscar a Luz da Paz, para as pessoas ficarem alertas. Depois, fazemos duas cerimónias: no próprio dia da partilha regional, as pessoas reúnem-se na igreja, com o nosso pároco, padre Luís Alves, que vai abençoar todas as pessoas que foram buscar a Luz e explica o significado daquela partilha; no sábado, na Missa dos escuteiros, os caminheiros ficam responsáveis por animar toda a celebração e fazemos uma cerimónia específica para a Luz da Paz de Belém”, explica esta jovem escuteira. A Luz é então distribuída na igreja, “mas também nas igrejas vizinhas”. “Somos de Casal de Cambra, mas fazemos a partilha na ermida, no Casal do Rato, no Casal da Mira, em Caneças… Locais onde vemos que a Luz não pode ser partilhada por escuteiros, vamos lá e ajudamos a partilhar”, salienta Carolina.

A Luz da Paz de Belém já entrou “na rotina natalícia” da paróquia de Casal de Cambra. “A paróquia já vive isto connosco!”, refere, satisfeita. “Toda a gente sabe e toda a paróquia se prepara. Já há quatro anos seguidos que fazemos candelabros para incentivar as pessoas a perceberem a importância desta Luz e o porquê de ser tão importante ela estar presente no Natal e nas nossas famílias”, destaca. Carolina Lopes lembra também a distribuição “pelas pessoas que passam o Natal sozinhas”. “Temos velhotes que já não conseguem ir à igreja buscar a Luz e vamos ter com eles, a suas casas, e entregamos a Luz para que eles também sintam a paz que nós sentimos. O que mais toca é a paz que sentimos por trazermos o bem e a felicidade aos outros. Como BP [Baden-Powell, fundador do escutismo] diz: nós temos de deixar o mundo um pouco melhor do que encontrámos. E esta Luz, principalmente na época do Natal, é muito importante para isso”, sublinha esta escuteira de Casal de Cambra.

 

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Distribuir a Luz da Paz de Belém “para que o sonho se faça realidade”

No ano comemorativo do centenário do CNE (Corpo Nacional de Escutas - Escutismo Católico Português), a Região de Leiria-Fátima acolheu a cerimónia nacional da partilha da Luz da Paz de Belém 2022. Foi na tarde do passado dia 11 de dezembro, Domingo III do Advento, com o Bispo de Leiria-Fátima, D. José Ornelas, a exaltar a presença de tantos escuteiros e assinalar que “a luz que hoje será partilhada, deverá ser distribuída para que o sonho se faça realidade”.

A cerimónia nacional, que teve lugar na Basílica da Santíssima Trindade, no Santuário de Fátima, reuniu cerca de 1500 escuteiros de todas as regiões escutistas do país, que correspondem às dioceses portuguesas, além de diversas entidades convidadas e uma delegação da Cáritas Portuguesa. Inês Graça, secretária nacional dos projetos e responsável da atividade do CNE, deu início à partilha, realçando que a ‘Luz da Paz de Belém’ é “ao mesmo tempo tão frágil e tão poderosa”. “Frágil porque é apenas uma pequena chama numa vela. Poderosa pelo que representa e transmite ao coração de cada um de nós”, explicou. A finalizar a cerimónia, o chefe nacional do CNE, Ivo Faria, que integrou a comitiva que foi à cerimónia internacional em Viena, afirmou que esta foi uma missão desafiante. “O desafio está em trazermos a luz em nós, e a pensarmos mais uns nos outros e em quem precisa”, salientou.

A Luz da Paz de Belém 2022 teve como lema ‘Missão: Leva essa Luz em Ti’ e contou, este ano, com a colaboração dos Comités Organizadores Paroquiais e dos Comités Organizadores Vicariais da JMJ (Jornada Mundial da Juventude), e do DNPJ – Departamento Nacional da Pastoral Juvenil, que também marcaram presença na cerimónia nacional, em Fátima.

 

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Mapa de partilhas da Luz da Paz de Belém

«Partilhaste, ou ainda vais partilhar, a Luz da Paz de Belém na tua comunidade? Então, não te esqueças de preencher este formulário: https://bit.ly/3VdFUCy

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Como surgiu a Luz da Paz de Belém?

A iniciativa da Luz da Paz de Belém surgiu em 1986, como um programa de beneficência com o nome ‘Luz na Escuridão’, dedicado a apoiar crianças necessitadas na Áustria. Desde então, todos os anos, uma criança oriunda do norte de Áustria recolhe a Luz na gruta da Natividade em Belém, onde Jesus nasceu, e leva-a para o seu país, onde esta é partilhada numa grande cerimónia ecuménica realizada em Viena. Delegações escutistas e guidistas de toda a Europa participam na celebração de Viena para levar a Luz aos seus respetivos países, como uma mensagem de Paz. Nas suas terras, os escuteiros e as guias partilham a Luz, levando-a a outras igrejas, casas particulares, hospitais, residências de idosos, prisões, lugares públicos e de importância cultural e política ou a qualquer lugar.

Em 2022, a Luz foi recolhida a 15 de novembro por Sarah Noska, uma criança austríaca, e foi partilhada mundialmente a 10 de dezembro, em Viena.

 

fotos por Núcleo Serra da Lua, Diocese de Leiria-Fátima e Santuário de Fátima

texto por Diogo Paiva Brandão
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