CNE Região de Lisboa |
Os 95 anos da Região de Lisboa do CNE
“Mostrar a beleza que tem o escutismo católico!”
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Parabéns à Região de Lisboa! São já 95 os anos de existência da Região de Lisboa do Corpo Nacional de Escutas que foram comemorados no passado dia 15 de dezembro. Tem, portanto, uma história quase tão longa como a do próprio Corpo Nacional de Escutas!

No último século, foram várias as associações que procuraram promover e desenvolver o escutismo em Portugal, mas poucas foram as que vingaram. Permanecem a Associação dos Escoteiros de Portugal, a Associação de Guias de Portugal e o Corpo Nacional de Escutas (CNE). Esta última, a nossa, confessional.

O CNE, que irá completar os seus 100 anos de existência no próximo dia 27 de maio de 2023, está organizado em 20 regiões que se distribuem por Portugal Continental e Arquipélagos, fazendo coincidir com as respetivas dioceses. Teve início em Braga, com a designação de Corpo de Scouts Católicos Portugueses, e chegou a Lisboa três anos depois, em 1926.

Os primeiros tempos de vida do escutismo católico em Portugal tiveram a insegurança e as constantes ameaças à sua existência devido ao sistema político da altura. Uma mocidade associada à Igreja, um movimento da Igreja com toda a força que poderia vir a ter era uma ameaça para algumas cabeças de então, de uma república laica, anticatólica e maçónica. Muito do escutismo nessa época foi feito na clandestinidade.

Com o golpe de estado militar encabeçado por Gomes da Costa em maio de 1926, deu-se início a um novo ciclo político, de ditadura. Foram abertas muitas das portas fechadas à Igreja em Portugal aquando da queda da monarquia e o acampamento nacional de agosto de 1926, em Aljubarrota, marcou o arranque do escutismo católico na Região de Lisboa. A 15 de dezembro do mesmo ano foi filiada a região na Ordem de Serviço Nacional número 20.

Porque o escutismo na Região não se queria “começado pelo telhado”, de início focou-se, principalmente, na preparação dos dirigentes para que os mesmos fossem alvo de uma exigente e séria formação, garantido níveis muito elevados de qualidade para um melhor trabalho junto das crianças e jovens que viessem a aderir ao movimento. Foram meses de preparação com exercícios físicos, técnicos, jogos e palestras.

Passou-se, de seguida, à divulgação e seleção exigente de jovens para os diferentes grupos e o ano de 1928 ficou marcado pela filiação de vários grupos no centro da cidade.

Foram vários os acampamentos regionais realizados ao longo de quase um século de história. Ao todo já são 25! Os primeiros em locais como Falagueira, Calhariz de Benfica e Belas, todos às portas de Lisboa e, mais recentemente e fruto de um protocolo assinado com a Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere, num campo espetacular que oferece todas as condições para a realização, tanto de um pequeno acampamento de patrulha, como de um enorme acampamento regional com milhares de crianças e jovens, com espaço para viver na natureza, com os ensinamentos e palestras descritas pelo fundador Baden Powell, general inglês, no livro Escutismo para Rapazes.

A Região de Lisboa esteve sempre à frente do seu tempo, com a inclusão de senhoras como chefes de alcateia na década de 30 e também com a coeducação na década de 70, do século passado. Ainda na década de 30, a expansão de Lisboa para sul foi notória com a fundação de grupos no Barreiro, Évora, Setúbal e Palmela.

No ano de 1950, a sede do CNE passou para Lisboa e, seis anos mais tarde, apareceu a designação de “Agrupamento”. A numeração, que até então era das alcateias, grupos e clãs, passou a ser de agrupamentos, existindo em Lisboa, em 1956, 32 Agrupamentos. Hoje são 134!

Mais uma vez, Lisboa esteve na dianteira quando, em 1962, dinamizou o sistema de patrulhas no acampamento regional, na Quinta da Comenda em Setúbal. Êxito repetido dois anos mais tarde, no acampamento na Quinta do Ripilau, no Cartaxo.

Na década de 70, encontramos em Lisboa a primeira eleição de um chefe regional no CNE, direta, por todos os dirigentes e caminheiros. O voto dos caminheiros foi mais uma novidade na nossa associação.

A Região de Lisboa, nas suas atividades gerais, conta com a comemoração do dia de S. Jorge a 23 de abril, patrono mundial do escutismo, em abril de cada ano, promovendo, através do jogo, o desenvolvimento da criança e do jovem. Nestes últimos anos, temos procurado comemorar o dia do nosso patrono com a realização da atividade de forma rotativa em cada um dos núcleos que a Região tem. O próximo será, se Deus quiser, no Núcleo Moinhos de Vento que compreende os concelhos de Odivelas e Loures.

A Região de Lisboa está viva, e muito viva, empenhada em contribuir para a felicidade das crianças e dos jovens e de todos os que os rodeiam. E está também muito empenhada nesta caminhada sinodal que todos fazemos na preparação para a Jornada Mundial da Juventude. Queremos crescer na fé, ser mais amigos de Jesus e deixar o mundo melhor, todos os dias!

Estamos, portanto, de parabéns por mais um aniversário, fazendo votos de vida longa para o CNE e em especial para toda a Região de Lisboa. Temos o sonho de aumentar o nosso efetivo, quer com Agrupamentos em Paróquias onde ainda não se vive o escutismo, quer em número de jovens e animadores. Que bom será poder chegar a mais pessoas, mostrando a beleza que tem o escutismo católico!

texto por João Esteves, Chefe Regional do CNE – Região de Lisboa
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